AÇAFRÃO DA ÍNDIA

Açafrão da Índia

 

A cúrcuma (Curcuma longa), especiaria de cor amarela brilhante do arco-íris, é um medicamento potente que tem sido muito utilizado na Índia e nos sistemas de medicina chinesa como um agente anti-inflamatório para tratar uma variedade de condições, incluindo flatulência, icterícia, dificuldades menstruais, urina com sangue, hemorragia, dor de dente, contusões, dores no peito e cólicas.

 

Nome Científico: Curcuma longa  L.

Família botânica: Zingiberaceae

Sinonônimos botânicos: Amomum curcuma Jacq., Curcuma domestica Valeton, Stissera curcuma Raeusch.


Açafrão da Índia

Nomes populares: 

Açafrão, açafroa, açafrão-da-terra, açafrão-da-índia, açafroeiro-da-índia, batatinha-amarela, cúrcuma, curcumã, falso-açafrão, gengibre amarelo,  gengibre-dourada, mangarataia, gelbwurzel (alemão), cúrcuma (espanhol), curcuma (francês), turmeric (inglês), curcuma (italiano), haldi (índia).

Origem ou Habitat: 

Planta originária da região sul da Ásia, Índia e da ilha de Java. Foi introduzida há alguns séculos no Brasil.

Características botânicas: 

Segundo a descrição de LORENZI & MATOS(2008), é uma planta herbácea, perene, caducifólia e aromática, que possui folhas grandes, longamente pecioladas, invaginantes e oblongo-lanceoladas. Conta com flores amareladas, pequenas, dispostas em espigas compridas. As raízes terminam em um rizoma elíptico, de onde partem vários rizomas menores, todos marcados em anéis de brácteas secas. Cada rizoma mede até 10 cm de comprimento e quando cortados mostram uma superfície de cor alaranjada, exalando cheiro forte e agradável e com sabor aromático e picante. É cultivada em todo o mundo tropical.

É uma planta perene com ramificações laterais compridas.Do rizoma saem as folhas e as hastes florais. Reproduz-se por pedaços do rizomas que apresentam gemas (olhos) com plantio em solo argiloso, fértil e de fácil drenagem. Depois da planta adaptada ao local, alastra-se, pois o rizoma principal emite numerosos rizomas laterais. É uma planta difícil de ser destruída. A colheita deve ocorrer na época em que a planta perde a parte aérea, depois da floração. Nesta fase, os rizomas apresentam pigmentos amarelos intensos.

Açafrão da Índia

Composição química:

Ácidos graxos, açúcares, amido, carvona, cineol, curcumina, felandreno, glicose, niacina, óleos essenciais, resinas, riboflavina, saponina, substância amarga, tiamina, turmerona.

Curcuminóides ou corantes (2-9%): curcumina ou diferuloilmetano (60%), curcumina I,II,III; dihidrocurcumina, ciclocurcumina. As curcuminas por oxidação convertem-se em vanilina.

Óleo essencial (1,5-5,5%): composto aproximadamente 60% pela lactona sesquiterpênica turmerona, além de zingibereno, alfa e gama-atlantona, bisaboleno, guayano, germacreno, 1,8-cineol, borneol, delta-sabineno, ácido caprílico, deshidroturmerona, 1-fenil-HO-N-pentano, limoneno, linalol, eugenol, curcumenol, ukonan A, B e C , curcumenona e felandreno.

Outros: polissacarídeos A,B,C e D, arabino-galactano, sais de potássio, resina , glicídeos (amido) ao redor de 40-50%.

Partes utilizadas:

A parte utilizada da planta é o rizoma (raiz), que externamente apresenta uma coloração esbranquiçada ou acinzentada e internamente amarelada.

Uso popular:

Açafrão da Índia

É utilizada como condimento na culinária de quase todo o mundo.

A Comissão “E” de Fitoterapia (1997) e o Instituto Federal Alemão de Medicamentos afirmam que a Curcuma longa possui ação tônica estomacal, estimula as secreções digestivas gástricas e facilita a digestão, combate a flatulência e atonia estomacal, além de ser um tônico biliar e protetora do fígado.

 

Propriedades Medicinais:

Açafrão da Índia

  • Antidiarreica,
  • Antiescorbútica,
  • Antiespasmódica,
  • Antimicrobiana,
  • Antioxidante,
  • Antitóxica,
  • Cicatrizante (de feridas),
  • Colagoga,
  • Colerética,
  • Colerífera,
  • Cordial,
  • Digestivo,
  • Diurética,
  • Emenagoga,
  • Estomáquica,
  • Excitante,
  • Hepatoprotetora,
  • Hipocolesterolêmica,
  • Hipoglicemiante,
  • Laxante,
  • Litotríptica,
  • Resolutiva.

Ações farmacológicas: 

Açafrão da ÍndiaDe acordo com a grande quantidade de trabalhos realizados, especialmente com os curcuminóides, que são os corantes amarelos abundantes no rizoma, a cúrcuma possui atividade hepatoprotetora, colerética, digestiva, hipolipemiante, hipoglicemiante, antimicrobiana, anti-inflamatória, anti-oxidante, imunoestimulante, anti-agregante plaquetário, dentre outras.

A substância zingibereno possui propriedades anti-ulcerosas, o 1-fenil-hidroxi-N-pentano estimula as secreções de secretina, gastrina e sucos pancreáticos além de contribuir para a manutenção do ph gástrico.

O eugenol e o zingibereno são os responsáveis pelas propriedades carminativas.

As substâncias que estão envolvidas com as propriedades hepatoprotetoras são as curcuminas, coadjuvantes são borneol, turmenona, eugenol e ácido cafeico.

Alguns estudos apontam que a curcumina poderia ter ação colecistocinética e um efeito antiinflamatório.

O rizoma da cúrcuma contém alguns compostos anticancerígenos: curcumina e curcuminóides, betacarotenos, curcumenol, curdiona, turmenona, terpineol e limoneno. Possuem efeito protetor frente ao câncer de pele, de duodeno, de mama e câncer de cólon.

A fração de óleo volátil da cúrcuma demonstrou atividade anti-inflamatória significativa numa variedade de modelos experimentais. Ainda mais potente do que o seu óleo essencial é o pigmento amarelo ou laranja de açafrão, chamado de curcumina. Pensa-se que a curcumina seja o principal agente farmacológico do açafrão.

Em numerosos estudos, os efeitos inflamatórios anti-curcumina mostraram ser comparáveis às drogas potentes como a hidrocortisona e fenilbutazona, bem como os inflamatórios, tais como agentes anti Motrin. Ao contrário das drogas, que são associadas a efeitos tóxicos significativos (formação de úlcera, diminuiu contagem de células brancas do sangue, sangramento intestinal), a curcumina não produz toxicidade.

Possui uma ação anti-séptica fantástica. É empregada no tratamento de feridas, úlceras de decúbito, machucados e ferimentos em geral devido à sua ação antiinflamatória e cicatrizante. É usada como antimicótico, em inflamações de articulações, no controle do colesterol estimulando a produção e eliminação da bile.

Está sendo muito utilizada para o tratamento de alguns tipos de câncer; possui ação antiviral, sendo empregada como coadjuvante no tratamento da AIDS. Possui ação antioxidante, auxiliando no combate a radicais livres.

É usada como antiinflamatório nas artrites, eczema, psoríase, tosse e machucados. Previne arterosclerose e trombose e combate problemas gastrointestinais e hepáticos.

 TRATAMENTO EFICAZ PARA A DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL

Pesquisas recentes sugerem que e curcumina pode fornecer a baixo custo, boa tolerância e eficaz tratamento para a doença inflamatória intestinal (DII), como o Crohn e a colite ulcerosa.

AJUDA EM CASOS DE FIBROSE CÍSTICA

A curcumina, um dos principais constituintes da cúrcuma que dá o tempero de cor amarela, pode corrigir a expressão mais comum do defeito genético que é responsável pela fibrose cística.

A fibrose cística, uma doença fatal que ataca os pulmões através de um muco espesso, causando infecções que provocam risco de vida, atinge cerca de 30 mil crianças americanas e adultos jovens, que raramente sobrevivem além dos 30 anos de idade. O muco também danifica o pâncreas, interferindo com a habilidade do corpo para digerir e absorver nutrientes.

PREVENÇÃO DO CANCRO

A acção antioxidante da curcumina habilita-o para proteger as células do cólon de radicais livres que podem danificar o DNA celular, um benefício significativo, em especial no cólon. Devido à sua replicação, frequentes mutações no DNA das células do cólon podem resultar na formação de células cancerosas muito mais rapidamente.

A curcumina também ajuda o organismo a destruir células cancerosas mutantes, impedindo que estas se espalhem através do corpo e causem mais danos. A principal forma de a curcumina fazer isso é através do reforço da função hepática. Além disso, outros mecanismos sugeridos que possam proteger contra o desenvolvimento do câncer, incluem a inibição da síntese de uma proteína que se pensa ser instrumental na formação do tumor e impedindo o desenvolvimento de suprimento sanguíneo adicional necessário para o crescimento da célula cancerosa.

INIBE O CRESCIMENTO DE CÉLULAS CANCEROSAS E METÁSTASES

Estudos epidemiológicos têm ligado o uso frequente de açafrão para baixar as taxas de câncer de mama, próstata, pulmão e cólon; experiências de laboratório demonstraram que a curcumina pode impedir a formação de tumores, e pesquisas realizadas sugerem que mesmo quando o câncer de mama já está presente , a curcumina pode ajudar a diminuir a propagação das células cancerosas da mama para o pulmão.

CÚRCUMA AJUDA A COMBATER O CÂNCER DE PRÓSTATA

O câncer de próstata, a segunda principal causa de morte por câncer em homens americanos, com 500.000 novos casos a surgirem a cada ano, é uma ocorrência rara entre os homens na Índia, cujo baixo risco é atribuído a uma dieta rica em vegetais da família Brassica e o tempero de caril e de açafrão.

REDUZIR O RISCO DE LEUCEMIA INFANTIL

Uma pesquisa apresentada numa conferência recente sobre a leucemia infantil, realizada em Londres, prova que comer alimentos condimentados com açafrão pode reduzir o risco de desenvolver leucemia infantil. A incidência deste câncer tem aumentado dramaticamente durante o século XX, principalmente em crianças menores de cinco anos, entre as quais o risco aumentou cerca de 50% desde 1950. Factores ambientais recentes e o estilo de vida têm uma responsabilidade acrescida neste aumento.

A leucemia infantil é muito mais baixa na Ásia do que nos países ocidentais, o que pode ser explicado devido às diferenças nos tipos de dieta, uma dos quais, o uso frequente de curcumina.

PROTEÇÃO CARDIOVASCULAR

A curcumina auxilia na proteção do sistema cardiovascular, uma vez que evita a oxidação do colesterol no organismo e o colesterol oxidado é o que danifica os vasos sanguíneos e se acumula nas artérias levando à ocorrência de ataques cardíacos ou acidentes vasculares cerebrais. Atua também prevenindo a oxidação do colesterol novo, ajudando a reduzir a progressão da aterosclerose e doenças cardiovasculares.

Além disso, a cúrcuma é uma boa fonte de vitamina B6, necessária para impedir que os níveis de homocisteína fiquem muito altos. Homocisteína é um produto intermediário de um importante processo celular chamado metilação, é diretamente prejudicial para as paredes dos vasos sanguíneos.

Possuir altos níveis de homocisteína é considerado um fator de risco aos vasos sanguíneos, formação de placas ateroscleróticas e doenças cardíacas. Portando consumir vitamina B6 está associada a um risco reduzido de doenças cardíacas.

A CURCUMA PODE AJUDAR A PREVENIR E TRATAR ALZHEIMER

Quando um fragmento de proteína chamada amilóide, se acumula nas células do cérebro, produz um stress oxidativo e uma inflamação e formação de placas entre as células nervosas (neurônios) no cérebro que interrompe o funcionamento do mesmo, provocando a doença chamada Alzheimer.

A curcumina ingrediente ativo na raiz da curcuma, aumenta a atividade do sistema imunológico em pacientes com Alzheimer, ajudando-os a limpar as placas de betaamilóide, características da doença.

Em indivíduos saudáveis, as células imunes chamadas macrófagos, destroem células anormais e patógenos, de forma eficiente, como a betaamilóide. Mas a atividade dos macrófagos é suprimida em pacientes de Alzheimer.

A curcuma é capaz de atuar como fator protetor das células nervosas, prevenindo e auxiliando no tratamento do Alzheimer .

Acredita-se que seja mais eficaz se associado à vitamina D3. A vitamina D pode ser obtida pelo organismo tanto após exposição ao sol quanto por suplementos de vitamina D3, ou por uma combinação de ambos.

Indicações Terapêuticas:

Açafrão da Índia

  • Amenorréia,
  • Auxílio na digestão,
  • Problemas na bexiga,
  • Cálculos biliares,
  • Colesterol alto,
  • Diarreia,
  • Dismenorréia,
  • Distensões abdominais e peitorais,
  • Epistaxe,
  • Espasmo,
  • Fígado,
  • Hematêmese,
  • Hematúria,
  • Hepatite,
  • Má circulação,
  • Micoses de pele,
  • Prisão de ventre,
  • Problemas renais,
  • Reumatalgias,
  • Sarampo,
  • Úlceras estomacais.

O Açafrão também é utilizado no tratamento para a depressão, esclerose múltipla e doença de Alzheimer. Impede constipações, melhora a digestão, combate doenças estomacais e ajuda a melhorar a flora intestinal.

Previne e reduz diversos cânceres, purifica o sangue, combate varizes e doenças cardíacas.

É um alimento termogênico. Ao aumentar a termogênese (calor do corpo), promove a queima de gordura auxiliando no emagrecimento.

Auxilia na proteção da pele pelo alto poder antioxidante.

 

Interações medicamentosas: 

A presença de substâncias com atividade anticoagulante pode interferir com aqueles pacientes que estão recebendo tratamento anticoagulante.

Efeitos adversos e/ou tóxicos:

Vários estudos demonstraram a ausência de toxicidade da cúrcuma, inclusive com doses muito elevadas (8 g).

Contraindicações:

A cúrcuma possui efeito emenagogo e não se recomenda na gravidez. Não há informação suficiente para determinar a sua segurança durante a lactância.

É contra-indicada para crianças menores de 4 anos e pessoas com oclusão das vias biliares.

 

Posologia e Modo de uso: 

Açafrão da Índia

A dose terapêutica está em torno de 300 mg de curcumina, 3 x ao dia.

Os rizomas da cúrcuma possuem entre 4 e 5% de curcumina e a dose terapêutica corresponde a 6 gr de raiz fresca ao dia .

Uso na alimentação: a cúrcuma é empregada como corante culinário e constitui um dos principais condimentos na mistura que compõe o curry, integrado juntamente com pimenta, coentro, canela, gengibre, cravo da índia, cardamomo, cominho e noz moscada.

É muito utilizado na arte culinária goiana e mineira.

Tintura a 20%: deixar o rizoma triturado em maceração em 1 parte de álcool e três partes de água, durante três dias. Dosagem de 2-5 ml até 3 vezes ao dia;

Em Saladas: 10 a 20 g de rizoma fresco;

Decocção: 3 a 9 g do rizoma por xícara de água: Laxante, antiespasmódico, diurética, digestiva e acelera a circulação;

Infusão: 1 colher (café) de pó de cúrcuma em 1 xícara de chá de água quente. Abafar e filtrar. Tomar 2 vezes ao dia.

Corante: 20 g de pó de açafrão em 100 ml de água filtrada ou destilada. Agitar e deixar sedimentar. Eliminar a água. Repetir por três vezes. Secar em estufa ou em forno o sedimento
final, não passando de 100oC. Após seco, o pó é macerado em álcool de cereais por 7 dias. Filtrar e usar a solução para colorir alimentos e bebidas;

Infusão das flores: estimulante, sedativo, asma, bronquite;

Na culinária: corante de molhos, temperos, mostarda, queijos, manteiga, margarina, xaropes, verduras, sucos de frutas, ovos mexidos, carne de galinha, salmão, camarões, lagostas.

Usado para colorir laticínios, bebidas e mostarda, em cozidos, sopas, ensopados, molhos, peixes, pratos à base de feijão, receitas com ovos, maioneses, massas, frango, batatas, couve-flor e até pães.

Deve ser dissolvida em um caldo quente antes de ser incorporada a uma receita.

É ingrediente essencial para acentuar o sabor e dar cor a muitos pratos da cozinha indiana, principalmente arroz.

Uso externo:

No uso externo consegue apresentar uma ação parecida com os corticóides, sendo empregada no tratamento da psoríase, e demais doenças na pele, retirando inclusive a sensação de coceira.

 

Açafrão da Índia

 

Observações:

O rizoma de Curcuma longa encontra-se aprovado pelas Farmacopéias da Alemanha, Brasil, Chile, China, Korea, Espanha, EEUU, França, Holanda, Índia, Indonésia, Japão, ex-URSS e Vietnam.

Faz parte do 1º fascículo das monografias selecionadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS, 2000).

Faz parte da lista de drogas vegetais aprovadas para uso humano pela Comissão “E” de Monografias da Alemanha (Blumenthal, M., 2000).

Na indústria têxtil oriental é empregada para tingir seda, lã e algodão, inclusive a vestimenta dos monges budistas.

CONFIRA AQUI UMA DELICIOSA RECEITA COM AÇAFRÃO

 

 

Açafrão da Índia

 

Fonte:

http://www.hortomedicinaldohu.ufsc.br

http://plantamed.com.br

http://boaspraticasfarmaceuticas.blogspot.com.br

Referências:

ALONSO, J. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. Rosario, Argentina: Corpus Libros, 2004.

BLUMENTHAL, M. et al. German Federal Institute for Drugs and Medical Devices. Commission “E” – The complete German Commission E monographs: therapeutic guide to herbal medicine. Austin, Texas: Ed. American Botanical Council, 2000.

LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008.

http://www.botanical-online.com/curcuma_longa_propiedades_medicinales.htm – acesso em: 12 de setembro de 2012.

http://www.tropicos.org/Name/34500029?tab=synonyms – acesso em: 12 de setembro de 2012.

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