Filosofia: Um Guia Para A Felicidade – Schopenhauer e o Amor (2000)

Para o filósofo alemão Artur Schopenhauer, os relacionamentos amorosos seguem uma lógica própria, que em nada tem a ver com a busca da felicidade, mas sim com a biologia. Ele dizia que “nada no mundo é mais importante que o amor, porque o que está em jogo é a sobrevivência de nossa espécie”. Como assim?! Desde o momento em que se sai de casa procurando um par, até o fim da relação de um casal, o objetivo entre eles é apenas procriar?! Então, por que nos sentimos atraídos por algumas pessoas e não por outras? Essas e outras questões, e as respostas de Schopenhauer a elas, são apresentadas neste episódio da série “Filosofia: um guia para a felicidade”.

Para Schopenhauer, não somos românticos, mas sim escravos de um impulso inconsciente de perpetuar a espécie, que ele não chama de amor, mas de vontade de viver. A intenção do filósofo era nos libertar das expectativas nos relacionamentos que levam ao sofrimento: o fim do amor é uma questão biológica e não emocional. O erro está em associarmos o amor à felicidade. Não podemos evitar de nos apaixonar, afinal a biologia é mais forte que a razão; porém, com esse objetivo, muitas vezes nos atraímos pelo nosso oposto. Isso ocorre porque o que rege a atração, segundo ele, não é o racional, mas a busca do parceiro ideal para a procriação – não importa a convivência. Shopenhauer, assim, nos aproxima dos animais, ressaltando os instintos e a animalidade que há em nós e que foi desvalorizada, ao longo da história da filosofia.

Elaborado pelo escritor e produtor de televisão inglês Alain de Botton, o documentário, Filosofia: Um guia para a felicidade, consiste na apresentação e divulgação de ideias dos grandes filósofos ocidentais para um público leigo. A ideia geral do documentário é simplesmente mostrar como a filosofia pode servir de base para que as pessoas passem a questionar certos valores sociais rigidamente estabelecidos e, assim, serem capazes de suportar melhor as agruras do dia-a-dia das quais todos estamos sujeitos. Botton então apresenta parte da história de vida, de um filósofo diferente em cada episódio, ressaltando a ideia que deseja apresentar. Por vezes, ele também apresenta casos de indivíduos “normais” (ingleses) cuja vida foi ou pode vir a ser afetada diretamente por tais ideias.

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